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ÍCONES

20 Personalidades negras que mudaram o mundo

Em comemoração ao Dia da Consciência Negra, marcado em 20 de novembro, conheça agora algumas histórias inspiradoras de personalidades negras que deixaram sua marca no mundo.

20/11/2020 18h41Atualizado há 2 semanas
Por: Lohana Fernandes
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

1. Nelson Mandela (1918 - 2013)

Mandela

Nelson Mandela foi um dos mais conhecidos representantes do Continente Africano. Foi um líder político e foi presidente da África do Sul entre 1994 e 1999.

Desde os tempos da faculdade de Direito já demonstrava uma liderança política motivada pela preocupação com a juventude e a população negra africana. Ainda na faculdade ingressou no movimento estudantil e fez suas primeiras manifestações políticas, posicionando-se contra o apartheid.

Mandela foi o mais conhecido líder rebelde contra o apartheid, o regime separava a população negra, negando a ela todos os direitos políticos, econômicos e sociais que eram garantidos a outras pessoas.

Foi preso político em 1962 pela justificativa de que incentivava movimentos revolucionários, chegando a ser condenado a prisão perpétua pelos crimes de conspiração e ajuda para que outros países invadissem África do Sul. Esteve preso por 27 anos, sendo libertado em 1990, depois de uma forte campanha internacional liderada pelo Congresso Nacional Africano.

Mandela recebeu o Prêmio Nobel da Paz no ano de 1993. Sua história e suas ações foram tão marcantes na luta contra o apartheid que a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o dia 18 de julho como o Dia Internacional de Nelson Mandela.

 

2. Martin Luther King (1929 - 1968)

Martin LK

 

Martin Luther King é considerado um dos mais importantes nomes na história da luta pelos direitos civis da população negra dos Estados Unidos. Além de ser ativista no movimento negro, ele também foi pastor da Igreja Batista.

Sua história com o ativismo possui muitos momentos marcantes, como a luta pelo direito ao voto, o movimento pelo fim da segregação da população negra, além da busca por direitos civis que não eram concedidos aos negros naquela época.

Luther King era fortemente influenciado pelas ideias de Mahatma Gandhi, que pregava o combate não violento e, por isso, era adepto do ativismo pacífico. Pela sua importância na luta contra a discriminação racial recebeu o Prêmio Nobel da Paz no ano de 1964.

Martin Luther King morreu aos 39 anos. Foi assassinado em abril de 1968 e sua morte é cercada de dúvidas. A teoria mais conhecida sobre sua morte revela que o assassinato teria sido encomendado pelo governo americano.

 

3. Rosa Parks (1913 - 2005)

Rosa Parks

 

Rosa Parks foi uma ativista americana que se tornou um símbolo da luta antissegregação nos Estados Unidos. Ela teve sua vida marcada pelo ativismo contra o preconceito racial, combatendo o racismo que existia no país.

Em 1955, ao ter uma atitude de enfrentamento em uma situação de racismo, marcou a história da luta pelos direitos civis da população negra. Neste episódio, Rosa foi solicitada a ceder seu lugar em um ônibus para uma pessoa branca. Diante da resposta negativa, ela foi expulsa do ônibus e presa por violação da Lei de Segregação da cidade.

Esse fato deu origem a uma série de manifestações que culminaram no surgimento de um movimento que fez um boicote aos ônibus da cidade de Montgomery, no Alabama. O movimento sabotou o serviço de transporte da cidade, como uma forma de denunciar a divisão racial que acontecia, não só no transporte, mas em diversos espaços frequentados pela população negra.

O movimento de boicote ganhou muita força. Foi liderado por Martin Luther King, que era pastor na cidade e ainda era desconhecido na época. Em consequência disso, no ano seguinte, a Suprema Corte dos Estados Unidos declarou a inconstitucionalidade da segregação racial nos transportes públicos no estado do Alabama.

 

4. Nina Simone (1933 - 2003)

Nina

 

Nina Simone foi uma cantora e pianista americana que teve sua carreira marcada pelo ativismo pelos direitos civis e pela resistência negra.

A cantora sempre incluía em suas músicas as temáticas que retratavam as dificuldades pelas quais o povo negro passava, marcando as desigualdades sociais entre brancos e negros e o seu sentimento de revolta com essa diferença.

A partir da década de 60, estes temas passaram a ser mais presentes nas músicas de Nina e a temática da luta pelos direitos civis se tornou um dos pontos mais marcantes da sua obra. Algumas das músicas mais famosas que expressam sua luta são Mississippi Goddam, Ain't got No / I got life, I wish I knew how it would feel to be free e To be young, gifted and black.

O forte posicionamento político de Nina Simone trouxe prejuízos para sua carreira, como boicotes e diminuição de convites para apresentações. Mesmo assim, a cantora seguiu convicta com sua decisão de usar a música como um instrumento de reflexão e de luta política.

Nina Simone morreu no ano de 2003, depois de um longa luta contra um câncer de mama.

 

5. Elizabeth Eckford (1941)

Elizabeth

 

Elizabeth Eckford também se tornou um dos símbolos da luta anti-racista nos Estados Unidos porque foi uma das primeiras pessoas negras a frequentar uma escola para brancos.

Nos anos 50, o país começou um lento processo de fim da segregação racial. Até este momento existiam leis que definiam que certos locais, como as escolas, só poderiam ser frequentados por brancos. Assim, havia escolas frequentadas somente por negros e outras somente por brancos.

Depois da publicação de uma lei que pretendia acabar com a segregação racial nas escolas, alguns alunos negros passaram a frequentar as escolas para brancos. Elizabeth Eckford foi uma das primeiras alunas negras a frequentar a Little Rock Central High School. Ela, assim como outros alunos negros, não foi bem recebida, tendo sido vítima de insultos, deboches e outras violências.

A resistência de Elizabeth, que aos 15 anos decidiu permanecer na escola em que não foi bem recebida, enfrentando toda a discriminação, foi fotografada e noticiada no país, tornando-a um símbolo da resistência negra americana e do combate ao racismo.

 

6. James Brown (1933 - 2006)

JB

 

James Brown foi um cantor, compositor e dançarino americano que teve grande sucesso a partir da década de 50. Foi uma influência importante na história de diversos gêneros musicais, especialmente do funk e do soul, o que lhe rendeu os apelidos de father of funk (pai do funk) e godfather of soul (padrinho do soul).

Entre seus maiores sucessos musicais estão Get up, I got you, Try me e Ain't it funk now.

Apesar da carreira de sucesso, James Brown não deixou de lado a preocupação com o ativismo, especialmente para destacar a importância da educação na vida dos jovens, com especial destaque para os jovens da comunidade negra dos Estados Unidos.

Durante sua carreira James Brown usou sua imagem para o ativismo, desenvolveu trabalhos sociais, participou de manifestações populares e atuou em espetáculos beneficentes para chamar a atenção do mundo para a luta pelos direitos civis.

 

7. Carolina de Jesus (1914 - 1977)

Carolina de Jesus

 

Carolina Maria de Jesus foi uma escritora brasileira que, a partir da paixão pela escrita, encontrou forças para vencer as dificuldades da pobreza e da discriminação racial.

Moradora de uma favela de São Paulo, mãe solteira, empregada doméstica e catadora de papel, ela conseguiu ultrapassar estas dificuldades para escrever sobre o preconceito racial e desigualdade social do país na década de 40. Apesar do pouco estudo, tinha uma habilidade diferenciada para descrever as dificuldades cotidianas que enfrentava.

Lançou o livro Quarto do despejo no ano de 1960, despertando a curiosidade da sociedade da época. A partir disso, teve fama, dinheiro e saiu da favela. O entusiasmo com a obra de Carolina de Jesus não durou muito tempo. Ela morreu novamente pobre e já esquecida. Em 2014, ano do centenário de seu nascimento, recebeu diversas homenagens e o reconhecimento por sua obra.

Entre seus livros mais importantes estão Quarto de Despejo, em que relata a cruel realidade da vida na favela e Diário de Bitita, uma autobiografia em que Carolina conta as dificuldades e os esforços para vencer o preconceito, as necessidades materiais e a discriminação racial.

 

8. Michael Jackson (1958 - 2009)

MJ

 

Michael Jackson é um dos mais famosos cantores do mundo, sendo considerado o artista mais rico e bem-sucedido da história. Iniciou a carreira na infância, ao integrar o grupo Jackson 5, com mais quatro irmãos.

Quando adulto teve uma sólida carreira solo, marcada por sucessos como os discos Thriller, Bad e Dangerous, entre outros. Como ativista, gravou a canção We are the world, juntamente com Lionel Richie e outros artistas, para arrecadar fundos para combater a problemática da fome na África. Também ficou marcado pelo passo de dança moonwalk.

Durante sua vida esteve envolvido em polêmicas, como o embranquecimento de sua pele e a mudança de aparência, a construção do rancho Neverland, acusações de abuso sexual infantil, a paternidade por inseminação artificial e o vício em remédios analgésicos.

O cantor morreu aos 50 anos em razão de uma parada cardíaca por overdose de remédios anestésicos.

Sua história de vida e a carreira foram contadas nos documentários Michael Jackson This is it e Michael Jackson's Journey from Motown to off the wall.

 

9. Jesse Owens (1913 - 1980)

Jesse Owens

 

Jesse Owens foi um atleta americano, medalhista olímpico em corrida, revezamento e na modalidade salto em distância.

Entretanto, não é somente por ser um atleta de sucesso que Jesse Owens marcou a história. Em 1936, nas Olimpíadas de Berlim, Jesse venceu todas as provas das modalidades que disputou, chegando a marcar um recorde mundial.

A história conta que ele teria sido ignorado por Adolf Hitler e não teria recebido os cumprimentos por seu lugar no pódio. Entretanto, a maior vitória de Jesse Owens nas Olimpíadas de Berlim foi provocar e confrontar, através de suas vitórias, a ideia de que a raça branca era superior.

Jesse Owens morreu aos 66 anos em virtude de um câncer pulmonar.

 

10. Alice Walker (1944)

Alice Walker

 

A escritora, ativista e feminista Alice Walker ficou conhecida pela publicação do livro A cor púrpura, que conta a história de um abuso sexual, motivado pelo machismo e pela discriminação racial da sociedade americana. O livro recebeu os prêmios National Book Award e Pulitzer e a história foi adaptada para o cinema.

Desde muito jovem Alice se destacou pela consciência das dificuldades que resultavam da segregação racial nos Estados Unidos, nos anos 50 e 60 e pela defesa dos grupos minoritários. Foi a melhor aluna de sua escola, recebendo uma bolsa de estudos por seu desempenho e, já na faculdade, ingressou em movimentos que lutavam pela igualdade de direitos civis para a população negra.

Alice foi casada com Melvyn Leventhal, um advogado que atuava na área de direitos civis. Eles viveram no Mississipi e ficaram conhecidos por serem o primeiro casal inter-racial do estado.

Em razão de sua militância pelos direitos civis, o casal foi perseguido diversas vezes ao longo da vida, até mesmo pela Ku Klux Klan, movimento extremista americano que pregava a supremacia dos brancos e apoia as políticas anti-migratórias.

 

11. Malcom X (1925 -1965)

Malcom

 

Malcom X foi um ativista americano que dedicou sua vida a chamar a atenção do mundo para a problemática dos crimes de ódio e de racismo. Era um defensor do movimento do Nacionalismo Negro, que pregava a definição da identidade da população negra. Defendia o uso de meios violentos como método de defesa contra o preconceito.

Teve uma vida atribulada em razão de tragédias familiares, como o assassinato do pai e a internação da mãe por problemas psiquiátricos, tendo vivido boa parte de sua infância em orfanatos, em razão destes acontecimentos. Durante a juventude se envolveu com o crime, praticando assaltos e vendendo drogas. Foi preso aos 21 anos e durante a prisão se tornou um voraz estudante do Islamismo.

Após a saída da prisão se tornou um líder da resistência, agora pacífica, contra o racismo e pela libertação dos negros. Seu ativismo foi acolhido pelos movimentos negros Panteras Negras e Black Power.

Foi assassinado aos 40 anos durante um discurso no Harlem, bairro em que viveu durante a juventude. Sua trajetória é contada no filme Malcom X, dirigido por diretor Spike Lee.

 

12. Muhammad Ali (1942 - 2016)

Ali

 

Muhammad Ali, nascido Cassius Clay, foi um pugilista americano. É classificado como um dos grandes nomes da história do esporte mundial. Em sua carreira, participou de 62 lutas, sendo vitorioso por 57 vezes. O esportista teve 37 vitórias por nocaute.

Muhammad Ali adotou este nome depois de sua conversão ao Islamismo. Por conta de sua aproximação com a religião, aproximou-se também de Malcom X e eles tornaram-se parceiros políticos e religiosos. Também foi muito próximo de Martin Luther King.

O esportista também tinha uma forte tendência ao posicionamento político, especialmente ligado ao combate ao racismo. Fazia questão de usar sua imagem para questionar a negação de direitos civis à população negra, independentemente dos prejuízos que tais ideias pudessem trazer para sua carreira no esporte. Por sua atuação política recebeu a nomeação de Mensageiro da Paz das Organização das Nações Unidas (ONU).

Muhammad Ali morreu no ano de 2016 em decorrência de mais de trinta anos de convivência com o Mal de Parkinson.

 

13. Spike Lee (1957)

Lee

 

Spike Lee é um escritor e cineasta americano que se destaca pela produção cinematográfica com destaque para a identidade do negro americano. Suas obras sempre retratam o preconceito e a marginalização sobre o povo negro, além da afirmação da identidade cultural e todas outras nuances dos temas raciais.

Além das críticas ao racismo, é conhecido pelo seu engajamento em retratar as dificuldades cotidianas de grupos minoritários, exibindo e denunciando a realidade da vida das minorias.

Seus filmes mais bem-sucedidos são: Faça a coisa certa, A última hora, Irmãos de Sangue e Malcom X. O mais recente, BlacKkKlansmam, conta a história de Ron Stallworth, um policial negro que arriscou sua vida em missão de infiltração ma Ku Klux Klan.

 

14. Bob Marley (1945 - 1981)

Bob Marley

 

Bob Marley foi o mais famoso cantor e compositor jamaicano. Foi responsável pela difusão e popularização do reggae.

Ele era adepto da religião rastafári, que tinha como principal figura Haile Selassié I, imperador da Etiópia entre as décadas de 1930 e 1970. O rastafári prega a união entre a religiosidade e a política e luta contra a ideia de que exista uma raça superior a outra. Todos estes elementos eram muito presentes nas letras e na carreira de Bob Marley.

Boa parte de suas canções eram sobre problemáticas sociais e desigualdades sofridas pelos negros, especialmente pelo povo jamaicano. Da mesma forma, Bob apontava em suas letras que a solução destes problemas viria da liberdade e do amor.

Em 1962 Bob Marley criou a banda The Wailers, que existe até os dias de hoje.

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