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Wilker e seu passado

Passado atrapalhado de Wilker Barreto; baixaria faz parte da vida do político

Wilker Barreto protagonizou baixarias, a custo da miséria alheia, como quando pagou R$ 30,00 a pessoas necessitadas, em troca de que elas se manifestassem no Francisca Mendes, em oposição ao governo do Estado do Amazonas, em dezembro de 2019.

12/10/2020 15h35
Por: Sadim Salatiel
Fonte: CM7

O deputado Wilker Barreto, não conformado em colecionar péssimos mandatos, pretende assumir cargos de vice-prefeito da cidade de Manaus, na esperança de que o protagonista da chapa, Amazonino Mendes, por questões de saúde, não consiga terminar o trabalho como chefe do executivo municipal, caso vença as eleições 2020.

Não bastasse descaradamente ter adquirido, em um curto período de tempo, um patrimônio fora do normal para os cargos que exerceu na política amazonense, Wilker Barreto também protagonizou baixarias, a custo da miséria alheia, como quando pagou R$ 30,00 a pessoas necessitadas, em troca de que elas se manifestassem no Francisca Mendes, em oposição ao governo do Estado do Amazonas, em dezembro de 2019.

Ficando rico com dinheiro público

De acordo com o Portal da Transparência do Governo Federal, a ONG da família de Wilker recebeu mais de R$ 41 milhões durante quatro anos por prestar supostos serviços médicos aos povos indígenas do Amazonas. A grande questão acerca disso é que essa Fundação Poceti nunca possuiu qualificação para tratar de serviços de saúde.

No mês de novembro do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou relatório de auditoria estabelecendo multas para os funcionários da Funasa responsáveis pelo convênio com a Fundação Poceti. As multas variavam entre R$ 3 mil e R$ 4 mil e foram aplicadas a Pedro Gonzaga do Nascimento, Lázaro Sales de Araújo, Salomão Marialva Batista, Alexsandre Teixeira Amazonas, José Mário Trindade Carneiro e Francisco das Chagas de Oliveira Pinheiro.

De acordo com o TCU, a Fundação Poceti era responsável pelo Distrito Sanitário Especial Indígena de Manaus (Dsei-Manaus), mas não apresentava “qualificação técnica e as condições mínimas para consecução do objeto proposto, funcionando como mera intermediadora dos recursos, cujas despesas de manutenção são custeadas pela concedente, onerando assim os gastos da Administração Pública”, citou o relatório.

Segundo o documento, a equipe de auditoria verificou que a Fundação Poceti não possuía quadro técnico especializado e não havia realizado nenhum trabalho na área de saúde indígena antes da assinatura dos convênios com a Funasa.

O investigado, Wilame de Azevedo Barreto, irmão do deputado Wilker Barreto, alegou à época que, tanto o relatório do TCU quanto os inquéritos abertos no MPF são decorrentes de uma fiscalização realizada em ONGs de todo o país, o que não ficou comprovado.

Protesto à custa da fome alheia

De acordo com informações vazadas em grupos no WhatsApp em 27 de dezembro do ano passado, o deputado reuniu assessores, identificados como Rogério Aguiar, Orleans Murilo, e o líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Jhony Souza, além de uma líder comunitária do bairro do Mutirão, identificada como Raíssa, que ofereceram a quantia de trinta reais para populares a fim de que eles apoiassem o protesto forjado.

‘’Gente? Tá mantido os 30 reais pro pessoal? Fechei com a liderança aqui do mutirão e essa pessoa vai levar umas 12 pessoas, não quero furar com ninguém!!’’, disse Raissa, em mensagem.

Em um áudio na sequência da conversa, um mediador, do grupo do deputado Wilker Barreto, responde: ’’Raíssa, não te preocupa não, garota, melhor mesmo é o povo do Mutirão que é próximo do hospital (Francisca Mendes, tá?! Não te preocupa que eu tô fazendo a minha parte’’. Em outro áudio, a mesma Raíssa lembra que também é preciso garantir o lanche dos manifestantes, ‘’senão ninguém aparece’’.

Nas três mensagens, fica claro, e provado, o uso de recursos públicos pelo deputado Wilker Barreto. Assessores, pagos pelo gabinete na Assembleia, trabalham na montagem da manifestação. A missão deles é reunir o dinheiro que pagará as pessoas que se passarão por manifestantes, para a confecção de camisas (uso do fundo partidário do Podemos) e para a compra dos lanches para manter as pessoas o maior tempo na manifestação.

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