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CORONAVÍRUS

Mais de 13 milhões de britânicos enfrentam novo lockdown diante do aumento de casos de Covid-19

Primeiro-ministro Boris Johnson deve anunciar novas medidas nesta terça-feira (22); segundo confinamento nacional não está descartado.

22/09/2020 09h18
Por: Lohana Fernandes
Fonte: G1
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um quinto da população do Reino Unido acordou sob um novo lockdown nesta terça-feira (22). Essas pessoas estão sobretudo no norte da Inglaterra e no País de Gales, as regiões mais afetadas pela Covid-19 no país.

Com o número de contaminações pelo novo coronavírus aumentando, o governo britânico tenta aliar a imposição de restrições mais pesadas à necessidade deixar algum espaço para a economia continuar funcionando.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, deve anunciar novas medidas nesta terça-feira. Um segundo confinamento nacional não está descartado. É uma medida extrema, que o governo britânico tenta evitar ao máximo para não estrangular ainda mais economia do país.

No fim de semana, o premiê avisou que a segunda onda de contaminações estava próxima, e este já pode ter sido o primeiro sinal do que está por vir. Na segunda-feira (21), os cientistas do governo explicaram que o número de novos casos continua avançando rápido, e já dobra a cada sete dias. A apresentação foi vista como um recado de que as pessoas devem se preparar para medidas mais restritivas.

O “R”, que é o indicador que mede a velocidade de contágio, está em alta em todo o país e em todas as faixas etárias. Se nada for feito para conter a contaminação, a estimativa é a de que o número de casos diários chegue a 50 mil a partir de meados de outubro. Com a chegada do outono, virão também os dias mais frios e a gripe comum. Tudo isso piora o cenário para o sistema de saúde público do país, que, nesta época do ano, tende a lidar com mais casos de doenças respiratórias.

Aparentemente, pelo que disseram os cientistas do governo, as restrições que já estão em vigor não são suficientes. Desde a semana passada, as pessoas não podem se reunir em grupos de mais de seis, sob pena de multas altas. Em várias regiões do país, a própria "regra dos seis”, como ficou conhecida, foi superada. Não se pode mais misturar em espaços fechados gente que não more sob o mesmo teto, ainda que sejam menos de seis pessoas.

Novas medidas para hotéis e restaurantes

Neste momento, o governo não descarta o que se está chamando de “mini-lockdown”, um período curto, talvez de duas semanas, de isolamento nacional para tentar retardar o ritmo das contaminações. Além disso, continua sobre a mesa a possibilidade de se restringir ainda mais o setor de hotelaria e restaurantes, um dos mais abalados pela pandemia.

Novas medidas para hotéis e restaurantes

Neste momento, o governo não descarta o que se está chamando de “mini-lockdown”, um período curto, talvez de duas semanas, de isolamento nacional para tentar retardar o ritmo das contaminações. Além disso, continua sobre a mesa a possibilidade de se restringir ainda mais o setor de hotelaria e restaurantes, um dos mais abalados pela pandemia.

O segmento que já demitiu dezenas de milhares de pessoas trabalha com pouca margem de manobra para se manter. Em julho, quando reabriram as portas (fechadas desde 23 de março após o anúncio do lockdown), bares, restaurantes, pubs e hotéis tiveram de investir pesado em medidas de segurança sanitária.

O governo diz que vai ampliar o período de ajuda financeira a essas empresas. Mas os cofres públicos não têm como financiar todos os setores da economia por tempo indeterminado.

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