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SEGUNDA ONDA

Áudio vazado por chefia da enfermaria do Hospital Delphina Aziz informa que já estamos passando por segundo onda de contágio da covid-19

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) esclarece que, apesar da substancial queda no número de casos, internações e óbitos no estado até o fim de agosto, o Amazonas ainda permanece com circulação viral de Covid-19 na capital e no interior, ou seja, o estado continua em pandemia.

16/09/2020 16h08Atualizado há 1 semana
Por: Lohana Fernandes
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A chefa da Enfermaria do Hospital Delphina Aziz, na zona Norte de Manaus, Neuma Bandeira, avisou, nesta quarta-feira (16/9), que a segunda onda de Covid-19 chegou à capital. A confirmação está em um áudio gravado por ela (ouça, ao final).

“Acabei de sair duma reunião agora, e a FVS já considera o início duma segunda onda”, diz o áudio.

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) e a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) ainda não se manifestaram oficialmente para confirmar se Manaus começou a entrar numa segunda onda de Covid-19.

No áudio, Neuma Bandeira também destaca que o Estado vai rever o uso do Delphina Aziz, referência no tratamento de Covid-19. Nos últimos dias, o Governo do Amazonas vinha anunciando que o hospital voltaria a atender casos não-Covid, uma vez que a demanda por leitos de Covid-19 tinha caído.

“Aquele anúncio que o Governo está fazendo que o Delphina ia voltar a atender todas as especialidades, ia voltar cirurgia, mudou tudo. Vamos, inclusive, aumentar mais leitos de UTI para receber Covid”, diz Neuma.

Internações

No alerta, Neuma Bandeira destaca que o número de internações tem aumentado no Amazonas. A especialista cita as UTIs dos hospitais particulares. “Estão cheias”, enfatiza.

O boletim mais recente da FVS-AM, divulgado na noite de ontem (15/9), indica que, entre os casos confirmados de Covid-19 no Amazonas, há 288 pacientes internados. Desse total, 187 estão em leitos clínicos (70 na rede privada e 117 na rede pública) e 97 em UTI (52 na rede privada e 45 na rede pública).

Há, ainda, outros 54 pacientes internados considerados suspeitos e que aguardam a confirmação do diagnóstico. Desses, 39 estão em leitos clínicos (19 na rede privada e 20 na rede pública) e 12 estão em UTI (sete na rede privada e cinco na rede pública).

Nota de esclarecimento sobre casos e internações por Covid-19 no Amazonas

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) esclarece que, apesar da substancial queda no número de casos, internações e óbitos no estado até o fim de agosto, o Amazonas ainda permanece com circulação viral de Covid-19 na capital e no interior, ou seja, o estado continua em pandemia.

Os indicadores monitorados pela FVS-AM apontam uma desaceleração na queda da média móvel de casos e um movimento de alta na média móvel de internações pela doença. Porém, no momento não é possível afirmar que o Amazonas vive uma segunda onda de Covid-19.

Conforme balanço apresentado aos representantes dos demais poderes, no último dia 11 de setembro, a média móvel de casos caiu apenas 0,2% em Manaus nos últimos 14 dias anteriores.

Atualmente, de acordo com a FVS-AM, há uma taxa de ocupação de 47,4% nos leitos de UTI e 46% dos leitos clínicos destinados à Covid-19 na rede pública, e 72,8% dos leitos de UTI e 67% de leitos clínicos na rede privada. Os dados de notificação registram um aumento da ocupação em 6% nos leitos públicos de UTI e 10% nos leitos privados. Nos leitos clínicos, houve um crescimento de 20% de ocupação na rede pública e 30% na rede privada.

Essa desaceleração na queda de casos e aumento de internações é reflexo das aglomerações, cada vez mais frequentes, ocasionadas por uma parcela significativa da população que não adotou e, cada vez mais, está abandonando as medidas não farmacológicas preconizadas (como distanciamento social, não aglomeração, uso constante de máscara e lavagem frequente das mãos).

De acordo com a FVS-AM, esse comportamento vem favorecendo a propagação do vírus, tendo relação direta com as atividades recreativas do último feriado, em balneários (incluindo a Ponta Negra), bares, casas noturnas, festas, confraternizações de aniversário e casamento, e outras aglomerações, que incluem, por exemplo, as convenções partidárias em função do período eleitoral, com intensificação da transmissão, principalmente na faixa etária entre 30 e 49 anos.

Refletindo o padrão da pandemia, os casos que necessitam de internação são de maiores de 60 anos e os com comorbidades, que entraram em contato com quem se expôs em aglomerações e não cumpriu as regras de segurança e os protocolos definidos para o processo de flexibilização e retorno gradual dos serviços e comércio, o que tem colocado em risco todas as medidas que foram adotadas pelo Governo do Estado para contenção.

Por medida de precaução e para que seja possível avaliar a permanência de uma curva de crescimento de internações, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) está readequando o plano macro de reabertura do Hospital Delphina Aziz, que permanecerá sendo a unidade referência para o tratamento de Covid-19. A Secretaria informa, ainda, que trabalha para manter o cronograma de abertura do Parque de Imagens do Delphina.

O Check Up Hospital se manifestou sobre o assunto: 

 

 

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