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BLOQUEADOS 2.0

Contas bolsonaristas agora bloqueadas fora do país por ondem de Moraes

Apesar de ter bloqueado as contas, o Twitter classificou a ordem como desproprocional e anunciou que recorrerá da decisão.

31/07/2020 10h00
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Fonte: Com informações do Noticias ao Minuto

Após decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, de bloquear as contas do Twitter de influenciadores, empresários e políticos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no Brasil, na última sexta-feira (24), elas foram tiradas do ar internacionalmente nesta quinta-feira (30).

A decisão foi tomada porque logo após o bloqueio das contas no Brasil, os bolsonaristas e seus seguidores mudaram as configurações de localização para outros países e continuaram a publicar mensagens sem bloqueios.

A ativista Sara Giromini, conhecida como Sara Winter, líder de um grupo armado de extrema direita, por exemplo, xingou o ministro do STF no mesmo dia nas redes sociais. Ela chamou Moraes de "cabeça de pir**a" e "ditador de mer**" em sua conta bloqueada para o Brasil.

Giromini chegou a desabafar nesta quinta (30) em uma nova conta: Fui censurada no MUNDO! Ajudem a compartilhar essa mensagem: existem presos políticos e censurados no Brasil! Darei centenas de entrevistas na América Latina e Estados Unidos para denunciar tais abusos! DITADORES VÃO CAIR!"

Outras figuras que tiveram suas contas suspensas por serem alvos de investigação no âmbito   do inquérito das fake news são os ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), o blogueiro     Allan dos Santos e os empresário Luciano Hang (Havan) e Edgar Corona (academias Smart Fit).

O inquérito das fake news investiga ameaças e disseminação de notícias falsas contra integrantes do STF nas redes sociais e representa um dos principais pontos de tensão entre o Palácio do Planalto e a corte.

Apesar de ter bloqueado as contas, o Twitter classificou a ordem como desproprocional e anunciou que recorrerá da decisão.

"O Twitter bloqueou as contas para atender a uma ordem judicial proveniente de inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF). Embora não caiba ao Twitter defender a legalidade do conteúdo postado ou a conduta das pessoas impactadas pela referida ordem, a empresa considera a determinação desproporcional sob a ótica do regime de liberdade de expressão vigente no Brasil e, por isso, irá recorrer da decisão de bloqueio", escreveu a empresa em nota de sua assessoria de imprensa enviada à Folha de S.Paulo.

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