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POLÍTICA

Ministério da Saúde tem 23 militares compondo sua pasta

Contando com a nomeação de um coronel como secretário

04/06/2020 15h44
Por: Andreia Souza

Após a oficialização do general Eduardo Pazuello para o cargo de ministro interino da Saúde, a pasta ganhou mais duas confirmações de militares para ocuparem cargos de liderança do ministério mais requisitado em tempos de pandemia. O coronel do Exército Antônio Élcio Franco Filho foi oficialmente nomeado secretário-executivo. Já o militar Marcio Vieira da Silva assume a coordenação-geral de Orçamento e Finanças da Secretaria Executiva.

As nomeações saíram no Diário Oficial desta quinta-feira (04/05), sendo que a de Élcio Franco foi assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Com as atualizações passou para 23 o número de militares em cargos de liderança no Ministério da Saúde, pasta mais requisitada em meio à situação emergencial da área.

O início da militarização da pasta se deu a partir da troca de equipe do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. Depois das divergências e embate ideológico com o então chefe da pasta, o presidente da República investiu em nomes de carreira militar, estratégia  considerada como uma forma de tutelar a pasta.

Para auxiliar na transição, Jair Bolsonaro escalou o almirante Flávio Rocha, chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE). Logo depois, o presidente indicou o general Eduardo Pazuello para ser o número dois da pasta, função normalmente definida pelo próprio ministro, por ser um dos principais cargos de confiança.

A única função de destaque escolhida por Bolsonaro para um civil foi a de Nelson Teich, que ficou como ministro por menos de um mês. Com o pedido de demissão do médico, causado pelas divergências de ideias com o chefe do Executivo, Pazuello ganhou força e mais tempo no cargo. Nesta quarta-feira (03), o general foi oficialmente nomeado para assumir o cargo como interino.

“(O Ministério da Saúde) tem uma equipe, para deixar claro, que tem o apoio do Ministério da Defesa, um apoio temporário, que em princípio serão só 90 dias. São militares da ativa, são pessoas preparadas para lidar com esse tipo de crise. Neste momento precisamos desse tipo de preparo para somar as especialidades médicas”, disse Pazuello na última reunião com secretários da saúde estaduais e municipais.

Há um mês, o Ministério da Defesa concedeu 17 nomes à Saúde. A formação de um verdadeiro exército dentro da principal pasta ministerial da atualidade tem dividido opiniões entre a equipe. Enquanto alguns avaliam como um ponto positivo, devido a características típicas da carreira militar como disciplina e capacidade de ação frente a uma batalha, outros encaram a movimentação como uma forma de controle da pasta por parte de Bolsonaro, fazendo valer as interpretações políticas sobre as técnicas.

No total, são 23 nomes de militares em papéis de liderança no ministério. Confira a lista:

Eduardo Pazuello - ministro interino

Antônio Élcio Franco Filho - secretário-executivo

Reginaldo Machado Ramos - diretor de Gestão Interfederativa e Participativa

Jorge Luiz Kormann - diretor de Programa

Marcelo Blanco Duarte - assessor no Departamento de Logística

Paulo Guilherme Ribeiro Fernandes - coordenador-geral de Planejamento

Alexandre Magno Asteggiano - assessor

Luiz Otávio Franco Duarte - assessor especial do ministro

André Cabral Botelho - coordenador de contabilidade

Giovani Cruz Camarão - coordenador de Finanças do Fundo Nacional de Saúde (FNS)

Vagner Luiz da Silva Rangel - coordenador de execução orçamentária

Ramon da Silva Oliveira - coordenador geral de Inovação de Processos e de Estruturas Organizacionais

Marcelo Sampaio Pereira - diretor de programa da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde

Angelo Martins Denicoli - diretor do Departamento de Monitoramento e Avaliação do SUS

Mario Luiz Ricette Costa - assessor técnico da Subsecretaria de Planejamento e Orçamento

Alexandre Martinelli Cerqueira - Subsecretário de Assuntos Administrativos

Laura Triba Appi - diretora de Programa da secretaria de Atenção Primária

Celso Coelho Fernandes Júnior - coordenador-Geral de Acompanhamento e Execução de Contratos Administrativos

Paulo César Ferreira Júnior - diretor de Programa da Secretaria-Executiva

Giovanne Gomes da silva - presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), entidade vinculada ao MS

Vilson Roberto Ortiz Grzechoczinski - coordenador-geral da Secretaria Especial de Saúde Indígena

Robson Santos da Silva - secretário especial de Saúde Indígena

Marcio Vieira da Silva - coordenador-geral de Orçamento e Finanças

 

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