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Emprego: mercado de trabalho mais exigente ou pessoas menos qualificadas?

No primeiro trimestre de 2022, a taxa de desemprego no Brasil é de 11,1%

17/05/2022 19h52 Atualizada há 1 mês
Por: Thaís Ramos

O mercado de trabalho é um dos assuntos que mais rende discussão no dia a dia da população. Todos os dias, brasileiros buscam os Sines (Sistema Nacional de Emprego), em busca de recolocação. Nesta terça-feira (17/5), em Manaus, foram ofertadas 463 vagas de empregos para diversas áreas de atuação, entretanto, nem todos que buscam por uma oportunidade conseguem ingressar no mercado, pois, em muitos casos há falta de qualificação.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,1% no primeiro trimestre deste ano. Em comparação ao 4° trimestre do ano passado (2021), o país continua estável.

Qualificação

Recentemente, dados do Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, mostram que o Brasil precisará qualificar cerca de 9,6 milhões de pessoas para atuar em ocupações industriais até 2025, pois, o setor visa ofertar 497 mil novos empregos formais nos próximos quatro anos.

Segundo o estudo, o mercado está e ficará mais exigente devido às transformações em decorrência das novas tecnologias. E isso não acontece apenas na área industrial, atualmente, qualquer profissão exige um nível de qualificação adequado.

Em conversa com Patrick Amorim, que atua na assessoria da Secretaria Executiva de Trabalho e Empreendedorismo (Setemp) do estado do Amazonas, ele informou que a procura por vagas de emprego está em alta.

“A procura por oportunidades de empregos por parte dos trabalhadores anda em alta, tanto por parte de quem busca recolocação no mercado de trabalho, como por parte daqueles trabalhadores que buscam uma primeira oportunidade para obter experiência profissional, esta procura se torna algo mais urgente, pois devemos considerar o fato da crise econômica causada pela covid 19 e outras instabilidades que afetam diretamente o mercado de trabalho”, disse o assessor.

Quando questionado sobre a qualificação dessas pessoas, Patrick disse que parte delas estão qualificadas, pois, tem noção que é necessário um aperfeiçoamento no mercado.

“Podemos considerar que em parte estão qualificadas, pois, muitos trabalhadores que já tem uma vivência da necessidade da qualificação para inserção ou aperfeiçoamento dentro do mercado de trabalho tem a consciência que qualificar-se é um requisito fundamental para conquistar uma vaga ou permanência no mercado, considerando outra parte dos trabalhadores ainda necessitam de uma orientação e direcionamento para qualificação como forma de enriquecer o perfil profissional para uma possível primeira oportunidade no mundo do trabalho ou mesmo um melhor posicionamento profissional”, informou.

Porém, o assessor da secretaria sabe que o mercado está sim cada dia mais exigente e que isso é devido às tecnologias.

“Sim, o mercado sofre mudanças constantemente e consideramos que para o momento essas mudanças tonaram-se mais constantes principalmente por meio das tecnologias e interações sociais que as mesmas possibilitam, devendo os trabalhadores acompanhá-las, se direcionar para um posicionamento produtivo e efetivo frente a tais mudanças”, relatou o assessor.

E quem desistiu do mercado?

O Laranjeiras News conversou com a contadora Lucimara Xavier, que contou que atualmente está fora do mercado e pretende continuar assim, pois visa ter seu próprio negócio.

“O mercado está exigente porque os empresários donos de empresas querem pagar a um funcionário nível superior um salário inferior ao merecido, cobram de uma de analista o mesmo que um contador faria. Em contrapartida, o profissional deixa de se qualificar, pois, acha que muitas vezes não vale a pena o investimento da qualificação para o que mercado está pagando”, disse Lucimara.

Para a profissional, atualmente, as pessoas ficam mais nas empresas pelos benefícios que a mesma dá ao invés do salário.

“Na maioria das vezes você fica ‘num’ ambiente de trabalho pelos benefícios que a empresa propõe no caso plano de saúde, odontológico e ambiente de trabalho e não pelo salário”, confessou.

Para o contador Erick Luciano, aqueles que não buscam qualificação, acabam ficando de fora do mercado de trabalho.

“O mercado de trabalho se tornou mais exigente com o passar dos anos, quem não procura se qualificar, acompanhar a evolução tecnológica e se adaptar a ele, acaba ficando fora”, relatou Erick.

Para ele, existem vários meios de obter conhecimento, o contador citou a existência de cursos gratuitos que ajudam na qualificação para o mercado de trabalho.

“Atualmente são oferecidos vários cursos gratuitos de capacitação e profissionalização e para quem tem condições financeiras nem se fala. O mercado se tornou mais exigente, na maioria das profissões é necessário experiência para se entrar no mercado, então quanto mais cedo a pessoa buscar desenvolver novas habilidades e adquirir formação e conhecimento melhor para ela no futuro”, aconselhou.

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