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Dia Nacional de Combate ao Bullying e à Violência na Escola

Dados do IBGE apontam que um a cada 10 jovens já sofreu bullying

07/04/2022 11h00
Por: Leonardo Moreira

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, jovens de 13 a 17 anos, um a cada 10 já sofreu bullying pelas redes sociais e 23% informou que já passou por isso fora das redes ou na escola. Nesta data, 7 de abril, é importante refletir sobre tolerância, diálogo, construir relações e fortalecer valores com o próximo.

A psicóloga Rafaela Guedes, especialista em crianças e adolescentes, diz que um dos principais problemas do bullying é o silêncio: “existe uma questão social aí que diz que falar de sentimentos é frescura, mas, na verdade é preciso falar sobre o que gera sofrimento, falar o que é bullying, porque quem sofre calado está mais propenso a se suicidar.

Bullying

À luz da sistemática constitucional (Lei n° 13.185/2015) define que “todo ato de violência física ou psicológicaintencional repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas”.

Segundo Rafaela, é extremamente difícil identificar o bullying: “quando os dois brincam, não é bullying. Tem que haver comum acordo com aquela prática ou brincadeira. Se o outro está sofrendo, já é bullying, independentemente do tempo que dure a ação”.

E qual seria o motivo? “Geralmente o agressor vê na vítima algo que ele não aceita em si mesmo, semelhantemente com o mecanismo psicológico por trás da homofobia, por exemplo”, responde a psicóloga.

Como evitar?

Diálogo aberto com os pais em casa é a melhor maneira de identificar e lidar com a situação.

Não diga “não é nada demais” quando uma criança ou adolescente for compartilhar algo, ouça com atenção e ajude no que puder.

O mundo virtual pode parecer seguro, mas cuidado com o que fala e com o que faz através das redes, podemos ferir terceiros.

Conversar com vítimas e agressores é muito importante. Deixar claro que esse comportamento não é admissível e perceber se há sinais de baixa autoestima.

A Associação Brasileira de Pesquisa e Pós-graduação em Artes Cênicas (Abrace), mostrou que 85% dos jovens já testemunhou circunstâncias de opressão e intimidação por outra pessoa. Quem presenciar a situação pode denunciar, todos têm voz nessa luta.

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