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Abril Azul: a importância da conscientização sobre o Autismo

Especialista explica o que é o espectro do autismo, fala sobre tratamentos e a importância da inclusão

05/04/2022 16h54
Por: Thaís Ramos

O Dia da Conscientização do Autismo é lembrado em todo dia 2 de abril, entretanto, é reservado o mês todo para reforçar a importância da inclusão do espectro autista na sociedade.

Visando dar mais visibilidade para o assunto, a equipe do Laranjeiras News conversou com a neuropsicóloga Mara Jackeline para explicar sobre o autismo, os tratamentos novos e a importância da inclusão do autista na sociedade.

Mara informa que o autismo é um distúrbio do neurodesenvolvimento e é caracterizado por um atraso no desenvolvimento neurológico.

“O transtorno do espectro do autismo ele é um distúrbio do neurodesenvolvimento é caracterizado por um atraso no desenvolvimento neurológico resultando em um déficit na comunicação e na interação social de alterações do comportamento como movimentos repetitivos e também hipersensibilidade a determinados estímulos”, disse a especialista.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o TEA (Transtorno Espectro Autista) afeta 70 milhões de pessoas no mundo, estima-se que no Brasil sejam dois milhões de diagnósticos autistas.

A neuropsicóloga diz que o mês de abril é de suma importância para a conscientização de muitas pessoas que até hoje ainda veem o autismo como um grande tabu.

“O mês de abril traz uma grande importância para o movimento. A conscientização de conhecer o transtorno que atinge mais de setenta milhões de pessoas no mundo afetando a maneira como estas pessoas se comunicam e interagem. Essa conscientização, sobre o autismo, ela traz mais informações à sociedade sobre como conviver melhor com a diversidade do espectro autista de forma respeitosa com oportunidades e equidade de direitos”, relata Mara.

Tratamento

Mara Jackeline explica que o tratamento do autismo é feito em diferentes frentes e é um trabalho em conjunto com diferentes profissionais.

“Geralmente o tratamento do autismo é composto por acompanhamento com psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e até mesmo fisioterapeutas. Alguns sintomas do autismo, como a irritabilidade, a insônia e também a desatenção eles podem ser tratados com as terapias”, disse a neuropsicóloga.

Mara ainda cita um tratamento que não é tão conhecido, o chamado Neurofeedback.

Neurofeedback é um tratamento que vai, de forma indolor, reconfigurar o cérebro do autista visando reduzir os sintomas e comportamentos disfuncionais, bem como potencializar as funções cognitivas.

O tratamento é um treinamento psicológico, sem uso de medicamentos, apenas com estímulos sonoros e visuais que corrige atividades envolvidas com funções cognitivas como: concentração, aprendizagem, memorização e equilíbrio emocional.

“Hoje nós temos o neurofeedback que auxilia nesse tratamento. É um tratamento alternativo que ajuda na redução de todos esses sintomas e regula melhor esse funcionamento cerebral. Ajuda a desenvolver a neuroplasticidade dentro do desenvolvimento neurológico dos pacientes com autismo, e aí diminui muito todos esses sintomas e fazendo com que esse autista ele se torne um pouco mais funcional. Então é com o intuito de conscientizar a todos e a gente respeitar o direito de todos”, finalizou.

Conscientização

Em todo país, são realizadas palestras, oficinas, atividades com o intuito de falar sobre o TEA. Em Manaus, no dia 2 de abril, foi realizado no Tribunal de Justiça do Estado do AM (TJAM), por meio da Divisão de Serviço Social e Acessibilidade da Comissão Permanente de Acessibilidade e Inclusão e do Subcomitê de Saúde, uma ação de cadastro de pessoas para emissão da Carteira de Identificação Nacional da Pessoa com Espectro Autista (Ciptea).

Com o documento, o usuário garante atendimento prioritário em vários segmentos como: saúde, educação e assistência social.

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