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O Dia Internacional da Mulher na visão da mulher negra, mãe, artista e do candomblé

A última entrevista do quadro “O que é ser mulher?” é com a dona Regina de Benguela

11/03/2022 20h45
Por: Thaís Ramos
Foto: Laranjeiras News
Foto: Laranjeiras News

Mãe, atriz e baiana. Regina de Benguela mora em Manaus há cerca de 19 anos. Candomblecista e mãe de dois filhos, Regina também atua como produtora cultural no norte do país.

Mãe de Isis, elas trabalham na produtora Pedra de Fogo juntas. Como mãe, para Regina o dia da mulher é todo dia.

“A importância do dia da mulher é todo dia. A mulher que gera, a mulher que amamenta esse ser tão sagrado. Embora a sociedade não nos valorize como tal, mas somos um ser sagrado”, disse a atriz.

Regina é uma mulher que lutou sempre pelos seus direitos e continua lutando. Para ela, o dia da mulher deve ser celebrado sempre, pois, antes de nós, vieram outras mulheres que sofreram muito para nós chegarmos onde estamos hoje em dia.

Ainda há muito pelo que lutar. Apesar de a mulher ter conquistado um espaço na sociedade, o machismo é presente no dia-a-dia da figura feminina. De salários inferiores até a violência, a mulher ainda não tem o respeito que é seu de direito.

A baiana de nascimento e manauara de coração, Regina é candomblecista e contou para o Laranjeiras News que sofre diariamente pela intolerância religiosa.

“A intolerância religiosa existe diariamente. O turbante, não atoa estou com ele, é a nossa segurança, quando você coloca o turbante, você mostra sua ancestralidade, sua religiosidade, você está mostrando que o turbante encobre e ajuda a proteger nosso Ori”.

Regina de Benguela ainda ressaltou que muitas vezes as pessoas a olham com olhar discriminativo, principalmente quando ela está vestida de branco.

“As pessoas olham com certa discriminação (...) Algumas chegam e perguntam ‘você é do Candomblé? Você é mãe de santo?’. Mas tem umas que se afastam, já vi gente se levantar, mas eu não tô nem aí, eu e minha família somos do Candomblé com muito orgulho”, relatou.

A atriz contou que toda sua linhagem é do Candomblé e ela sente muito orgulho. A intolerância existe, mas Regina disse que busca sempre combater esse preconceito, mostrando suas raízes para o mundo.

“Alguns querem saber, outros recriminam, mas nós temos sim, que ter orgulho da nossa religião”, finalizou Regina de Benguela.

 
 
 
 
 
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