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Política SEM MORAL

Preso na Maus Caminhos, dono do SBT Manaus tenta desestabilizar governo

Sérgio Bringel teria sido o mentor da vinda de Cabrini a Manaus para forçar o governo por maior verba

26/04/2020 19h17 Atualizada há 2 anos
Por: Eduardo Menezes
Preso na Maus Caminhos, dono do SBT Manaus tenta desestabilizar governo

MANAUS/AM - O empresário Sérgio Roberto Melo Bringel, preso em uma das fases da Operação Maus Caminhos, por desvio de verbas da saúde pública do Amazonas, e hoje, um dos proprietários da TV Em Tempo, afiliada do SBT, de Silvio Santos, em Manaus, articulou a vinda do repórter investigativo da emissora, Roberto Cabrini a cidade para mostrar a situação da saúde no Amazonas.

A tentativa de Bringel é desestabilizar o Governo do Estado para negociar maior fatia da verba de publicidade, que ele considera pouco para a emissora. Desde o ano passado o empresário tenta negociar maior fatia do bolo, mas sem sucesso. No entanto, aproveitou o momento de pandemia para fazer uma incursão mais agressiva.

A reportagem foi promovida em parceria com prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB). A equipe de comunicação da prefeitura esteve com a equipe de reportagem do SBT a todo momento. Mais uma manobra de Arthur Neto para se sair bem na mídia e atacar o Estado.

Relação com Estado

Em agosto de 2019, o Governo do Estado firmou contrato com uma das empresas do Grupo Bringel, a Norte Ambiental Tratamento de Resíduos Sólidos no valor R$ 10,8 milhões, que continua vigente.

Somando todos os contratos da empresa na atual gestão o Grupo Bringel deve embolsar mais de R$ 12 milhões.

Maus Caminhos

Sérgio Bringel foi preso no dia 11 de outubro na Operação CashBack, uma das fases da Maus Caminhos. De acordo com uma das investigações o Grupo Bringel, em 12 anos, levou R$ 550 milhões em contratos.

“Eles mantinham contrato com o Instituto Novos Caminhos e outros contratos com o Estado. A Controladoria Geral da União (CGU), analisando esses documentos, detectou irregularidades no que diz respeito a esterilização de materiais hospitalares, por exemplo, e que apontam práticas de crimes”, disse o delegado federal Alexandre Teixeira, em coletiva na época. Ainda segundo ele, o contrato do Grupo Bringel com o Estado tinha validade de 12 anos.

O Grupo Bringel fornecia, entre seus serviços, coleta de lixo hospitalar, gestão de hospitais, equipamentos hospitalares e também esterilização de materiais de procedimentos cirúrgicos.

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