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Amazonas MEMÓRIA GASTRONÔMICA

Inventor da 'Bolacha de Motor' morre em Manaus

O falecimento foi registrado pelo sobrinho-neto, o vereador Marcelo Serafim.

30/11/2021 16h14 Atualizada há 2 meses
Por: Joyce Carvalho
FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO

Quem nunca comeu a famosa ‘bolacha de motor”?.  Seja no café da manhã nos recreios, os barcos regionais que ligam os Municípios amazônicos, não dispensavam a famosa “bolacha de motor”. Com uma manteiga da terra e um café com leite, ela acompanhou toda uma geração e até se tornou memória gastronômica. O que poucos sabem é que se trata de um produto desenvolvido por Américo Rodrigues Esteves, um português nascido em Angeja, no Aveiro, em Portugal. Américo faleceu nesta terça (30/11).

O velório está sendo realizado na funerária Canaã, na rua Major Gabriel, das 12h às 15h30. O sepultamento será às 16h, no cemitério São João Batista.

A “bolacha de motor”, para ter pedigree, precisava ser da Modelo, a padaria de Américo e família. O criador era tio do deputado estadual Serafim Corrêa.

O falecimento foi registrado pelo sobrinho-neto, o vereador Marcelo Serafim. “Ficam os exemplos e ensinamentos de um homem que era o último de uma geração de portugueses que vieram para o Brasil. Pelo suor dele, juntamente com o do meu avô Armindo e demais tios, foram construídas grande coisas nesse Estado”, escreveu Marcelo.

A “bolacha de motor da Modelo” era famosa porque conseguia satisfazer às necessidades do momento. Os recreios não conseguem limitar o que cada passageiro vai consumir no café da manhã e a bolacha, com manteiga, acompanhada do café com leite, resolvia o problema. Era barata e vinha em pacotes generosos. A fórmula deu tão certo que entrou para a memória gastronômica de toda uma geração.

Em suas redes socias,  Marcelo Serafim fez uma homenagem:
“Hoje perdemos o patriarca de nossa família, nosso amado tio avô Américo. Ficam os exemplos e ensinamentos de um homem que era o último de uma geração de portugueses que vieram pra o Brasil para construírem suas vidas. Pelo suor dele, juntamente com o do meu avô Armindo e demais tios foram construídas grande coisas nesse estado.
Quem nunca comeu a famosa bolacha de motor da MODELO, que durante décadas foi o alimento dos amazonenses que cruzavam os rios da Amazônia? Nela estava o suor e espírito empreendedor desses portugueses que deixaram o pequeno vilarejo de Angeja, em Aveiro, Portugal na primeira metade do século passado e construíram uma vida de sucesso e exemplos em nossa cidade. Muito obrigado por tudo tio! Sabemos que o céu está em festa! Te amamos!!!!”

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