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Amazonas GARIMPO

Prefeitura de Autazes dar abrigo e alimento para garimpeiros

De acordo com o prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante (PSC), cerca de 70 pessoas receberam assistência.

29/11/2021 17h00 Atualizada há 2 meses
Por: Joyce Carvalho
FOTO: DIVULGAÇÃO
FOTO: DIVULGAÇÃO

Famílias de garimpeiros que tiveram balsas queimadas em ação da Polícia Federal no último final de semana em Autazes (a 108 quilômetros de Manaus) foram acolhidas em abrigo montado pela prefeitura do município na comunidade Rosarinho, que fica nas proximidades do local onde os garimpeiros estavam extraindo ouro.

De acordo com o prefeito de Autazes, Andreson Cavalcante (PSC), cerca de 70 pessoas receberam assistência. “Essas pessoas estão recebendo, além do local para ficar, alimentação, fraldas descartáveis para as crianças, roupas e todo atendimento necessário, até que consigam retornar para Manicoré”, disse Cavalcante.

No domingo (28), as prefeituras de Autazes e Manicoré conseguiram organizar o retorno das famílias ao município de origem. Conforme a Prefeitura de Autazes, os grupos levaram cestas básicas distribuídas pela Secretaria de Assistência Social de Autazes, que acompanhou tudo até a saída da embarcação da Comunidade Rosarinho.

Os garimpeiros foram alvo da Operação Uiara, contra o garimpo ilegal de ouro no Rio Madeira. A operação foi deflagrada pela Polícia Federal, com participação da Marinha e do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). A polícia incendiou balsas e apreendeu ao menos 31 embarcações utilizadas para garimpo.

Vídeos e fotos de balsas sendo incendiadas repercutiram nas redes sociais. Em um dos vídeos, um homem diz: “Estamos aqui filmando uma operação da Polícia Federal no Igarapé do Bomfim, na boca que vai para o Sampaio, no Paraná do Maracá, onde os garimpeiros estavam se resguardando, mas não deu. A Polícia Federal tacou fogo”.

No domingo, no município de Novo Aripuanã (a 228 quilômetros de Manaus), familiares de garimpeiros foram até a praça central da cidade para protestar contra a destruição de balsas. Eles pediam a legalização da atividade na região do Rio Madeira e carregavam placas com os dizeres: “Garimpeiro não é bandido” e “Garimpeiro é trabalhador”.

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