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Política ANÁLISE

Contraditório, Menezes diz querer mudança e renovação e se filiará ao PL de Alfredo

Mais uma vez o discurso do “novo” se perde em meio a negociações para sobrevivência política

24/11/2021 10h37
Por: Eduardo Menezes
Contraditório, Menezes diz querer mudança e renovação e se filiará ao PL de Alfredo

Chega a ser engraçado como algumas coisas em política precisam acontecer para olharmos de modo mais lúcido o cenário e entender que os contextos não são elaborados por pessoas, mas por situações.

Dentro do atual cenário, para garantir uma sobrevida política e, talvez, quem sabe, uma relevância discretamente notável para as eleições de 2022, o ex-candidato a prefeito de Manaus Alfredo Menezes deverá seguir os passos de seu “amado mestre”, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e migrar para a sigla de Valdemar Costa Neto, o PL, que no Amazonas é comandado por seu ex-concorrente na disputa de 2020, o ex-ministro Alfredo Nascimento.

É interessante notar que a contradição entre discurso e realidade parece ter vindo de algum manual de conduta bolsonarista. Em seus vídeos nas redes sociais, Menezes fala sobre mudança, renovação e disposição para não estar em “maus caminhos”. Ao mesmo tempo em que critica as gestões do PT, sobretudo o último mandato da ex-presidente Dilma Roussef a quem chama de “Dilmanta”.

No entanto, ao observarmos a nova aliança política vem o choque. O tutor do PL no Amazonas foi ministro dos governos Lula/Dilma em pelo menos três ocasiões, e nesse sentido qualquer elogio que seja feito ao comandante do partido, será um elogio indireto ao PT. E não nos venham com essa de; águas passadas não movem moinhos. Pode até ser que não, mas contam uma trajetória e neste caso, uma grande trajetória de um dos caciques políticos do Amazonas que não deve se curvar aos preciosismos de um “novato”.   

Ao se filiarem ao PL, tanto Menezes quanto Bolsonaro sucumbem ao jogo de interesses e ao modo de fazer política que é predominante que vem sendo criticado desde sempre pela bandeira bolsonarista, não ser que comecem a dizer que foi fake news a condenação de Valdemar Costa Neto pelo escândalo do mensalão e Alfredo Nascimento nunca fez parte dos governos petistas, e assim moldando a realidade ao bel-prazer como de praxe, negando as aparências e disfarçando as evidências. Tudo em nome do poder.

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