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Amazonas BUSÃO OU SCOOTER?

O que sai mais barato? Comprar uma scooter elétrica ou andar de ônibus? Fizemos as contas

Na capital Amazonense, atualmente, o preço do vale-transporte para o ônibus custa R$ 3,80, e sendo que para quem usa o cartão cidadão, ou cartão de vale transporte permite uma integração em qualquer outra linha de ônibus em até duas horas. Consideremos então duas passagens por dia, R$ 7,60. Se você trabalha 22 dias no mês, irá gastar R$ 167,20 com seu deslocamento.

14/10/2021 16h22 Atualizada há 1 semana
Por: Wellyson Nascimento
O que sai mais barato? Comprar uma scooter elétrica ou andar de ônibus? Fizemos as contas

Houve o dia em que elas foram vistas como brinquedo. Depois, moda passageira. Mas o tempo provou que os portáteis elétricos, como scooters, patinetes e e-bikes, vieram para ficar. A pandemia da Covid-19 acelerou um processo de aceitação e, hoje, muitos têm recorrido às micro-lambretas para se deslocar pela cidade – ao ponto de competirem em números com carros elétricos. E a pergunta é: botando na ponta do lápis, vale trocar o transporte público pela bicicleta, patinete ou scooter elétrica? Vale lembrar que em Manaus não se usa tanto patinete e nem skate pelo fato de não ter vias adequadas para o uso.

Para esta matéria, excluímos veículos com baixa autonomia, velocidade inferior a 25 km/h, sem bancos, capacidade menor de 120 kg (isto é, para adultos) ou que exigem força física para andar. A ideia é ter algo comparável ao transporte num ônibus.

Na capital Amazonense, atualmente, o preço do vale-transporte para e ônibus custa R$ 3,80, e sendo que para quem usa o cartão cidadão, ou cartão de vale transporte permite uma integração em qualquer outra linha de ônibus em até duas horas. Consideremos então duas passagens por dia, R$ 7,60. Se você trabalha 22 dias no mês, irá gastar R$ 167,20 com seu deslocamento.

E como ficaria o orçamento com uma scooter elétrica?

O modelo mais acessível que encontramos com as características acima é a Ebike Life 1.0, que sai entre R$ 2,7 mil e 3 mil (e há outras numa faixa parecida, mas vamos usar essa para cálculos). Pelo valor de um celular intermediário, ela é capaz de levar uma pessoa ao trabalho.

Para recarregar uma bicicleta elétrica como a Life 1.0, que vem com autonomia de 20 km e bateria de 36V e 6,6 aH (o equivalente 0,237 kWh), o gasto se dá em torno de R$ 0,02 isso comparado com o valor que é cobrado por recarga na atual bandeira vigente no estado de São Paulo, para manaus é difícil dizer pois se tem algum posto não achamos, mas não impede de realizar a recarga em casa ou no trabalho. Presumindo que você faça um trajeto de 20 km todos os dias, ida e volta, o total de gastos que você terá é de R$ 0,14 por semana e R$ 0,44 por mês. Quase irrelevante. Em comparação ao transporte público, trata-se de uma boa mexida no orçamento: é uma economia de R$ 166,76.

Em quanto tempo isso se paga? No caso de uma Ebike Life 1.0, é possível recuperar o investimento em 14 meses (pelo valor mais alto). Se você parcelar em 12 vezes, fica quase elas por elas: é um investimento extra de R$ 40 por mês.

Opção “de luxo”

A Life parece uma bicicleta. Se você quer investir em algo com mais cara de scooter, e ainda falando no mais barato possível nessa categoria, a Next Juna sai quase exatamente o dobro da Ebike Life: R$ 5.990. Aqui você iria precisar de 28 meses (2 anos e 4 meses) para recuperar seus investimentos. São R$ 500 e, considerando a economia na passagem, seria R$ 500, estaria gastando R$ 290 a mais por mês.

Em suma, é uma boa ideia trocar o transporte público por uma scooter elétrica? Na faixa mais baratinha, o investimento se paga em pouco mais de um ano. Tentador, não?

Next Juna

Com informações do site Olhar digital.

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