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Saúde MAIS CASOS

Seis novos casos de rabdomiólise são confirmados no Amazonas

O total de casos confirmados pela FVS chega a 61 nesta quinta-feira sendo três de Maués, dois de Urucurituba e um em Parintins

10/09/2021 08h33
Por: Andreia Souza
Imagem da Internet
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Novos casos e rabdomiólise foram notificados à Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP). Só nesta quinta-feira (9), mais seis casos sendo três pessoas em Maués, duas em Urucurituba e uma em Parintins.

Com as novas notificações de quinta-feira este ano foram  61 casos de rabdomiólise em dez municípios do Amazonas. Um óbito foi confirmado ocasionado pela doença. A síndrome está associada à Doença de Haff, conhecida como "doença da urina preta".

A FVS salientou que segue investigando o surto e foi criado um grupo de trabalho para mapear e investigar as regiões com notificações pela força-tarefa do Governo do Amazonas. A principal suspeita é que o consumo de peixes esteja associado ao surto.

Por cauda do surto, há três pessoas internadas em Maués, uma em Itacoatiara, uma em Urucurituba e uma em Parintins. Todos os pacientes estão estáveis segundo o órgão.

Os novos casos notificados por rabdomiólise incluem a ingestão prévia de peixes seguida de sintomas, como palpitação e rigidez muscular, boca seca, náusea, vômitos, dor no tórax, mal-estar, dispneia (falta de ar) e febre.

Os casos e municípios:

37 em Itacoatiara, com um óbito;

04 em Silves;

04 em  Borba;

04 em Parintins;

04 em Maués;

03 em Manaus;

02 em Urucurituba;

01 em Manacapuru;

01 em Caapiranga;

01 em Autazes.

É o terceiro surto no Amazonas, a mesma síndrome atingiu o estado em 2008, com 27 casos nas cidades de Manaus e Careiro. Nenhuma morte foi registrada. O segundo foi em 2015, com 74 casos registrados em Manaus, Itacoatiara, Itapiranga, Nova Olinda do Norte, Autazes e Urucurituba. Nenhuma morte foi registrada.

Este ano até então, são 61 casos, em dez cidades diferentes. Uma mulher morreu em Itacoatiara.

O Governo do Amazonas solicitou a população que a partir de 1º de setembro, fosse restringido o consumo de pescado das espécies pirapitinga, pacu e tambaqui no município de Itacoatiara por 15 dias. A medida é uma maneira para conter a proliferação da rabdomiólise na região.

Foram coletadas amostras da água dos rios que banham os municípios notificadores dos casos, de peixes contaminados, de frutos que ficam dentro da água dos rios e servem de alimento para os pescados; além de amostras de sangue e de soro dos pacientes hospitalizados pela síndrome.

Os materiais recolhido foram encaminhados ao Laboratório Central de Saúde Pública da FVS-RCP (Lacen/FVS-RCP) para analisar e identificar quais dos materiais podem estar incluídos na cadeia de contaminação.

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