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Esportes OLIMPIADAS

Hebert Conceição e Beatriz Ferreira vão disputar o ouro no boxe

Beatriz venceu por humanidade a luta do Hebert contra o russo teve gostinho de revanche, pois foi derrotado pelo russo na semifinal do Mundial em 2019

05/08/2021 08h26 Atualizada há 3 meses
Por: Andreia Souza

Depois de Beatriz Ferreira, o boxeador Hebert Conceição também garantiu pelo menos a medalha de prata na categoria dos pesos médios (até 75 quilos) nos Jogos Olímpicos de Tóquio, ao vencer, nesta quinta-feira, o russo Gleb Bakshi, na semifinal do boxe, por 4 a 1, em decisão dividida dos jurados (30 a 27 duas vezes, 29 a 28 duas vezes; e uma para o russo 29 a 28).

A vitória foi uma revanche para Hebert, que perdera a semifinal do Mundial para o russo, em 2019. Atual terceiro colocado no Campeonato Mundial, Hebert volta ao ringue no sábado para a disputa da final, quando terá pela frente o o ucraniano Oleksabdr Khyzhniak, que eliminou o filipino Eumir Marcial, pupilo do supercampeão Manny Pacquiao, por 3 a 2.

"Feliz pelo meu desempenho, pela vitória. Eu nuca perdi uma revanche e consegui reverter esta situação, porque havia perdido para ele na semifinal do Mundial. Vamos buscar o ouro. Ele nunca esteve tão perto. Vamos deixar tudo no ringue na final", disse o boxeador, sempre com o sorriso no rosto.

A luta foi disputada na média distância, com Hebert muito bem o contra-ataque e nas esquivas. Todo ataque do russo foi respondido pelo brasileiro, com upper precisos diretos de direita.

No segundo assalto, Hebert passou a trocar a guarda, lutar como canhoto e obteve sucesso no ataque. O russo, muito forte, tentou ir para cima, mas sofreu com a mobilidade do brasileiro.

O terceiro assalto foi bem equilibrado. Um forte soco do russo foi devolvido com juros por Hebert, que acertou um direto e dois ganchos para garantir a vaga na final olímpica.

Boxe feminino

A boxeadora brasileira Beatriz “Bia” Ferreira passou para final da categoria peso leve (57-60kg) nos Jogos de Tóquio, nesta quinta-feira, ao derrotar a finlandesa Mira Marjut Johanna Potkonen, em decisão unânime dos árbitros (5 a 0).

Atual campeã mundial da categoria, a baiana de 28 anos dominou a luta do início ao fim e comemorou a vitória com uma pequena dança no ringue, enquanto Potkonen, de 40 anos e bronze na Rio 2016, chorava inconsolavelmente em seu canto.

Agora, Bia vai em busca do primeiro ouro olímpico para o boxe feminino brasileiro deste domingo, contra a irlandesa Kellie Anne Harrington, que na luta anterior venceu a tailandesa Sudaporn Seesondee. Até o momento, o Brasil conquistou apenas um bronze com Adriana Araújo em Londres 2012, na estreia da categoria nas Olimpíadas.

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