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Segundo estudos, beber café diariamente reduz o risco de morrer por doenças no fígado

Os autores estudaram os dados do UK Biobank em 495.585 participantes com consumo conhecido de café, que foram acompanhados por uma média de 10,7 anos para monitorar quem desenvolveu doença hepática crônica e doenças hepáticas relacionadas.

23/06/2021 10h59 Atualizada há 1 ano
Por: Fonte: Com informação da Universidade de Southampton (UK)))
Foto: Reprodução/Internet
Foto: Reprodução/Internet

Muito se fala sobre o café ser prejudicial à saúde e se deve consumir de forma moderável, mas por outro lado o café pode ser um importante aliado na hora de evitar mortes por doenças hepáticas, segundo estudo da Universidade de Southampton, no Reino Unido, ao concluir que tomar entre três e quatro xícaras da bebida diariamente reduz o risco de desenvolver doenças crônicas relacionadas ao fígado.

Os resultados mostram que, quem ingere café, possui 21% menos chances de desenvolver doença hepática crônica, 20% menos risco de contrair uma doença hepática gordurosa e ainda 49% menos chances de morrer por conta de uma doença hepática. Todos os dados são quando comparados com pessoas que não tomam a bebida.

Café aliado do fígado

“O café é amplamente acessível e os benefícios que vemos no nosso estudo podem significar que pode oferecer um potencial tratamento preventivo para doenças crônicas do fígado. Isso é especialmente valioso em países de baixo rendimento e com pior acesso à saúde, onde o fardo da doença hepática crônica é maior”, explica o Oliver Kennedy, autor do estudo e professor na Universidade de Southampton, em nota divulgada pela instituição.

Os autores estudaram os dados do UK Biobank em 495.585 participantes com consumo conhecido de café, que foram acompanhados por uma média de 10,7 anos para monitorar quem desenvolveu doença hepática crônica e doenças hepáticas relacionadas. De todos os participantes incluídos no estudo, 78% (384.818) consumiam café moído ou instantâneo com cafeína ou descafeinado, enquanto 22% (109.767) não bebiam nenhum tipo de café.

Apesar dos bons resultados, os autores do estudo reforçam que não foram levados em conta mudanças na quantidade de café consumido pelos participantes durante os 10 anos e os dados são baseados na coleta feita quando eles entraram na pesquisa. Além disso, a maior parte dos voluntários são brancos e de classe econômica mais elevada, então os resultados podem ser diferentes em outros grupos étnicos e socioeconômicos. A intenção, no futuro, é ampliar o alcance do estudo.

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