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Brasil PESADELO DE PERDER

Autoconfiança em baixa: Presidente demonstra está com medo de perder a reeleição

Perdendo a eleição em 2022, Bolsonaro deixa a famosa imunidade e poderá ser preso, por atos de transgressão do direito à vida, segundo aponta relatório enviado a CPI da covid

16/06/2021 11h45
Por: Wellyson Nascimento
Foto: Reprodução/Internet
Foto: Reprodução/Internet

O agravamento do desvario que Bolsonaro está exibindo em praça pública não é gratuito e tem uma razão nem tão secreta. Esconde uma palavra que seu machismo não permite pronunciar, mas seu comportamento revela. Medo. O presidente está com medo. 

A perda de sua autoconfiança demonstra em sinais de que pode tudo, é falsa. Acompanhamos sua performance como se ele estivesse no picadeiro. Ora engolindo fogo e soprando-o sobre a seleção brasileira de futebol, que obrigou a jogar a Copa América, competição refugada por três países mais responsáveis que o nosso. Resultado parcial: 52 infectados em apenas duas rodadas.

Suas façanhas não param além de gastar milhões em uma motociata cujo segundo ele o objetivo era protesto de forma pacifica, porém não deu a mínima com relação ao distanciamento social imposto pelo Ministério da Saúde, ocasionado grande aglomeração pelas ruas de São Paulo, também se encontrou com aliados, claro, para definir sua próxima campanha, certamente já deu pra perceber que o presidente só da “bola fora” não acerta uma, e inda quer tentar a reeleição afinal o medo de não se tornar presidente novamente pode gerar sua prisão afinal ele perde a imunidade, e esse medo todo é simples a acusação por atos de transgressão do direito à vida, segundo aponta relatório enviado a CPI da covid-19.

Mesmo assim, Bolsonaro não está internamente fraco. Controla, a peso de ouro, a Câmara dos Deputados, e usa e abusa do procurador-geral da República. São trunfos que lhe permitem deixar com os dirigentes dessas instituições a cobertura da retaguarda, inclusive legal, da sua sobrevivência no poder, e sair por aí. Resta, no entanto, o risco do relatório da CPI, com sua sólida maioria oposicionista. Os depoimentos e as provas colhidos até agora devem reforçar o processo do Tribunal Penal Internacional de Haia.

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