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Operação cumpre mandados contra esquema de venda ilegal de títulos de terra em Manaus

As investigações da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção vêm acontecendo há um ano e apura o esquema criminoso a partir do ano de 2018.

04/05/2021 11h11
Por: Lohana Fernandes
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

 

Uma organização criminosa que montou um esquema de corrupção para venda ilegal de títulos de terra, em Manaus, é alvo de operação da Polícia Civil, deflagrada nesta terça-feira (04/05). Com apoio da Polícia Militar, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão nas residências dos envolvidos no esquema.

O secretário de Segurança Pública, coronel Louismar Bonates, a Delegada-Geral da Polícia Civil, Emília Ferraz, e o Comandante-Geral da Polícia Militar, coronel Ayrton Norte, acompanham as equipes desde as primeiras horas da manhã.

Esta é a terceira fase da operação, que vem acontecendo desde agosto do ano passado. As investigações da Delegacia Especializada em Combate à Corrupção vêm acontecendo há um ano e apura o esquema criminoso a partir do ano de 2018. Um dos líderes do grupo criminoso foi afastado do cargo que ocupava a partir de medida cautelar solicitada à Justiça do Amazonas.

“A Polícia Civil tomou conhecimento de que uma organização criminosa havia montando, dentro da Secretaria Estadual de Terras, um verdadeiro escritório de negócios que promovia venda de títulos por valores que variavam entre R$ 100.000,00 (cem mil) e R$ 200.000,00 (duzentos mil reais). Além disso, providenciavam a emissão de diversos títulos em nome de familiares e amigos”, disse o delegado Guilherme Torres, titular da Deccor.

Um dos suspeitos, ex-funcionário da Secretaria, andava com crachá (ainda se passando por funcionário público) e cobrava valores para agilizar processos de regularização de terras. O esquema envolve funcionários e ex-funcionários.

De acordo com a Deccor, após a investigação foram deflagradas três fases de cumprimentos de mandados de busca e apreensão.

Os suspeitos praticaram crimes como falsificação de documentos públicos, estelionato e corrupção passiva.

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