Quarta, 14 de Abril de 2021
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Política INDIFERENÇA

Hospitais militares de Manaus tinham apenas 33% de ocupação na segunda onda de covid

Reportagem da Folha de São Paulo revela que o indicado de Bolsonaro para TCU, atuou para impedir ocupação de leitos em hospitais militares por civis

08/04/2021 10h31
Por: Eduardo Menezes

Reportagem da Folha de São Paulo desta quinta-feira (8), revela que o indicado ao Tribunal de Contas da União (TCU), por Jair Bolsonaro, de quem foi auxiliar direto dentro do Palácio do Planalto, o ministro Jorge Oliveira atuou para barrar uma proposta que destinaria a civis com Covid-19 pelo menos 50% dos leitos ociosos em hospitais militares.

De acordo com a reportagem, o TCU investiga possíveis irregularidades por parte de Ministério da Defesa, Exército, Aeronáutica e Marinha ao não ofertarem a civis leitos destinados a pacientes com Covid-19 em unidades militares de saúde. Segundo uma auditoria do tribunal, pelo menos R$ 2 bilhões do Orçamento da União de 2020 foram destinados a esses hospitais.

A Folha destaca, ainda, que caso das UTIs, há um cenário de superlotação. No Hospital de Guarnição de Marabá, havia duas vagas que estavam livres, segundo o Exército. No Hospital Militar de Área de Manaus, a ocupação geral era de 33%; havia seis leitos ativos para pacientes com Covid-19. E no Hospital de Guarnição de Porto Velho, havia quatro vagas, todas livres.

Em janeiro e parte de fevereiro, Manaus chocou o mundo ao ser o primeiro estado brasileiro a colapsar por conta da segunda onda da pandemia de Covid-19. Na ocasião, houve uma crise na saúde, pela falta de oxigênio hospitalar, que levou a demissão do então ministro da saúde Eduardo Pazuello.

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