Quarta, 14 de Abril de 2021
92 98468-7887
Política APROXIMAÇÃO

“Não vou colocar o meu na reta”, diz Bolsonaro a empresários sobre Orçamento

No mesmo dia do encontro, o ministro da Economia foi alvo de ataques do Centrão e houve rumores sobre sua iminente saída do governo

08/04/2021 06h15
Por: Eduardo Menezes
“Não vou colocar o meu na reta”, diz Bolsonaro a empresários sobre Orçamento

Em jantar com empresários em São Paulo, nesta quarta-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que irá respeitar o teto de gastos e a responsabilidade fiscal quando tiver de sancionar o Orçamento de 2021. “Não vou colocar o meu na reta”, afirmou, com o ministro Paulo Guedes (Economia) à mesa.

Segundo o Poder 360, os gestores disseram achar que Bolsonaro quis dar um recado para fortalecer Guedes.

No mesmo dia do encontro, o ministro da Economia foi alvo de ataques do Centrão e houve rumores sobre sua iminente saída do governo. No jantar, estava junto com o presidente. Num dado momento, Flávio Rocha, dono da Riachuelo, falou que Bolsonaro tinha ao seu lado “o melhor general para a economia”, citando Paulo Guedes. Todos os presentes aplaudiram.

André Esteves (BTG);

Alberto Leite (FS Security);

Alberto Saraiva (Habib’s);

Candido Pinheiro (Hapvida);

Carlos Sanchez (EMS);

Claudio Lottenberg (Hospital Albert Einstein);

David Safra (Banco Safra);

Flavio Rocha (Riachuelo);

Luiz Carlos Trabuco (Bradesco);

João Camargo (Grupo Alpha de Comunicação);

Jose Isaac Peres (Multiplan);

José Roberto Maciel (SBT);

Paulo Skaf (Fiesp);

Ricardo Faria (Granja Faria);

Rubens Ometto (Cosan);

Rubens Menin (MRV, CNN e Banco Inter);

Tutinha Carvalho (Jovem Pan);

Washington Cinel (Gocil).

O jantar foi na casa de Washington Cinel, dono da empresa de segurança Gocil. A residência fica na Rua Costa Rica, no Jardim América, em frente à casa do ex-deputado Paulo Maluf.

 

COMITIVA DE BOLSONARO

Eis o grupo levado pelo presidente:

 

Augusto Heleno (Segurança Institucional);

Daniel Freitas (deputado, PSL-SC);

Eduardo Bolsonaro (deputado, SP);

Fábio Faria (Comunicações);

Marcelo Queiroga (Saúde);

Roberto Campos Neto (Banco Central);

Onyx Lorenzoni (Secretaria Geral);

Paulo Guedes (Economia);

Ricardo Salles (Meio Ambiente);

Ricardo Barros (líder na Câmara)

Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).

COLETIVA NA RUA

Depois da reunião, os ministros Fábio Faria (Comunicações), Paulo Guedes (Economia), Marcelo Queiroga (Saúde) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) deram uma entrevista coletiva improvisada em frente à casa do anfitrião.

O chefe da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que um eventual lockdown nacional “não faz sentido no Brasil porque a própria população não adere a essas práticas”. O ministro defendeu uma união nacional “para conseguirmos a vacina para imunizar a população brasileira”. Indagado sobre a suspensão do envase de imunizantes pelo Butantan por falta de insumos, Queiroga disse esperar que o instituto tenha a capacidade de produção restabelecida.

O médico também acenou à iniciativa privada, afirmando que busca alternativas para viabilizar também a participação dos empresários na aquisição de vacinas: “Não para desviar os principais básicos do SUS, mas para se somar a ele e assim fortalecemos a nossa campanha de vacinação”.

Paulo Guedes disse que “a síntese do encontro” é baseada nos temas da vacinação em massa e no avanço nas reformas estruturais. Fábio Faria afirmou que todos presentes no jantar estão “satisfeitos” com o governo e afirmou que o Brasil é o 5º país que mais está vacinando. “Atingimos a meta de 1 milhão por dia. Precisamos de união”, disse.

Tarcísio de Freitas (Infraestrutura) afirmou que conversa entre governo e empresários foi em tom amistoso. Questionado sobre a carta assinada por mais de 500 empresários, economistas e banqueiros cobrando ações do governo na pandemia, o ministro afirmou que o documento não entrou na discussão. Disse que o diálogo foi uma “reunião de aliança e compromisso com o futuro” e que o Brasil “está engrenando” na produção de vacinas.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.