Quarta, 14 de Abril de 2021
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Política CORRUPÇÃO

Após cinco anos, desvio de R$ 500 mil do Fumipeq ainda assombra David Reis e investigação pode ter desdobramentos

O político comandava o órgão em 2016, época em que houve esquema que desviou quase R$ 500 mil. Cinco anos depois pessoas envolvidas no caso cogitam fazer delação ao Ministério Público do Amaonas

07/04/2021 13h44 Atualizada há 6 dias
Por: Lohana Fernandes
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

O presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), David Reis (Avante) pode ser surpreendido por um desdobramento inesperado em caso de corrupção no Fundo Municipal de Fomento a Micro e Pequena Empresa (Fumipeq) da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), ocorrido em 2016, época em que ele comandava o órgão.

De acordo com o Blog do Hiel Levy, pessoas envolvidas no rombo de quase R$500 mil do Fumipeq estão sendo assessoradas por um advogado e dispostas a procurar o Ministério Público do Estado (MP-AM) para revelar detalhes que devem colocar David Reis em maus lençóis. O vereador ainda não foi acusado formalmente no caso.

O blog relata ainda que o advogado levanta suspeita sobre o envolvimento de David Reis no esquema pelo fato de ter sido presidente do Fumipeq, na época. “Você acha sinceramente que um desvio desse montante não teria o conhecimento de quem comandava o órgão?”, questionou.

Entenda o caso

Apurado pelo delegado Rodrigo Sá Barbosa, na época titular do 1º Distrito Integrado de Polícia e hoje diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), o caso envolvia funcionários do órgão, também conhecido como Banco da Gente, e agentes externos, que selecionaram pequenos empresários para solicitar empréstimos, tramitavam a documentação e conseguiam o recurso, repassando apenas uma pequena parte aos comerciantes e embolsando o restante.

O primeiro a ser preso em flagrante, no momento em que sacava recursos do Fumipeq no banco Bradesco, foi Allan Johnson Aires da Costa, na época com 33 anos. Ele confessou o crime e disse que estava sacando cerca de R$ 4,9 mil, dos quais apenas R$ 500 seriam repassados à pessoa que solicitou no financiamento. A Polícia já tinha dados indicados que cerca de 100 transações semelhantes haviam sido realizadas, gerando um rombo aproximado de R$ 500 mil, mas as investigações continuaram, outros envolvidos foram presos e o cálculo do desvio bateu na casa de R$ 2 milhões.

Barbosa revelou na época que havia a participação de membros dos altos escalões, mas jamais revelou publicamente os nomes. Agora, alguns acusados estariam dispostos a revelar quem seriam estas pessoas. Questionado pelo blog se o presidente do Fumipeq à época, o atual presidente da Câmara, estaria entre estes nomes, o advogado foi evasivo: “aguarde que você vai ver”.

 

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