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Economia MAIOR QUE O PREVISTO

Governo Federal pediu R$ 3,3 bi para a privatização de aeroportos

Os aeroportos brasileiros foram divididos em três blocos de negociação, Sul, Norte I e Central, com 22 terminais ao todo e tiveram propostas que superaram 9.000% do mínimo pedido pelo governo

07/04/2021 11h07 Atualizada há 7 dias
Por: Andreia Souza
Imagem da Internet
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Na manhã desta quarta-feira (7), ocorreu o leilão do governo federal para conceder 22 aeroportos à iniciativa privada por até 30 anos. O valor das ofertas iniciais ficou em R$ 3,3 bi.

A concessão por 30 anos dos aeroportos já estava prevista desde o ano passado, porém devido a pandemia ocasionada pelo novo coronavírus fez com que o leilão fosse adiado para este ano. Ao todo, foram três blocos concedidos: Sul, Norte I e Central.

O lance no leilão que mais surpreendeu quem acompanhava foi o do lote Central, com a oferta do grupo CCR de R$ 754 milhões. O valor é 9.156% superior ao lance mínimo previsto pelo governo. A disparidade entre o valor atribuído pelo governo e pela empresa vencedora pode indicar grande interesse das empresas ou que o lance mínimo pode ter sido estabelecido em patamar inferior ao considerado adequado.

Bloco Sul

É formado por nove terminais (investimento total de R$ 2,8 bi): Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC), e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS).

A oferta mínima era de R$ 130,2 milhões e o pacote recebeu três ofertas:

R$ 2,128 bi, da Companhia de Participações em Concessões (CCR), com ágio de 1.534%;

R$ 1,050 bi, da Aena Desarollo, com ágio de 706%;

R$ 300 mi, da Infraestrutura Brasil Holding, com ágio de 20,1%.

Bloco Norte I

Possui sete aeroportos (R$ 1,8 bi): Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), e Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC).

Com oferta mínima de cerca de R$ 47,8 milhões, o bloco recebeu duas ofertas:

R$ 50 milhões, do Consórcio AeroBrasil, com ágio de 4,4%;

R$ 420 milhões, da Vinci Airports, com ágio de 777,4%.

Bloco Central

Conta com outros seis (R$ 1,4): Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís e Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Petrolina (PE).

A partir do lance mínimo de R$ 8,1 milhões, foram realizadas três propostas:

R$ 9,7 milhões, da ACI do Brasil, com ágio de 20,1%;

R$ 40,3 milhões, do Consórcio Central Airports, com ágio de 395%;

R$ 754 milhões, da Companhia de Participações em Concessões (CCR), com ágio de 9.156%.

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