Quarta, 14 de Abril de 2021
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Amazonas DERIVA

Após 11 dias a deriva, barco atraca e passageiros testam positivo para Covid-19

Cinco passageiros da embarcação Maria de Lurdes testaram positivo para Covid-19; outros 73 testaram negativo e 13 testaram positivo, mas estão fora do período de transmissão

01/03/2021 15h00
Por: Joyce Carvalho
Foto: divulgação
Foto: divulgação

Quase duas semanas após permanecerem à deriva no Rio Juruá, os passageiros da embarcação Maria de Lurdes passaram por testagens de Covid-19, que indicou cinco positivos para a doença, em período de transmissão, neste domingo (28).

As informações foram confirmadas pela assessoria de comunicação da Prefeitura de Carauari (distante 788 km de Manaus), onde cerca de 100 pessoas embarcadas foram inicialmente proibidas de entrar, em cumprimento ao decreto do Governo do Estado do Amazonas, que proíbe o transporte interestadual.

Segundo a assessoria, os passageiros que testaram positivo para Covid-19 foram encaminhados para um hotel no município, enquanto os passageiros que testaram negativo continuam na embarcação, em quarentena, pelo período de 15 dias. Toda a instalação também passou por higienização e desinfecção.

O proprietário da embarcação irá arcar com os custos de hotel e alimentação dos passageiros, além de pagar multa por infringir o decreto estadual.

Grávidas, mulheres com crianças de colo, idosos e outras prioridades que também testaram negativo para a doença foram encaminhadas para as próprias residências.

Ao todo, 91 passageiros passaram pela testagem com apoio das autoridades de saúde do estado. Os resultados indicaram outros 13 positivos que estão fora do período de transmissão e 73 negativos.

Entenda o caso

Com previsão para desembarcar em Carauari na última sexta-feira (26), o barco Maria de Lurdes deixou Manaus com cerca de 100 passageiros. Próximo da divisão entre Juruá e Carauari, em região conhecida como Canarana, o barco foi impedido de continuar o trajeto por policiais civis e militares.

Seguindo as orientações do Governo do Estado, as prefeituras de ambos os municípios proibiram o desembarque nos portos das cidades.

Após pressão da população e dos passageiros, que apresentavam dificuldades com alimentação e para enfrentar o calor no barco, as autoridades realizaram negociações que autorizaram o desembarque após testagens e quarentena dos tripulantes.  

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