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OPERAÇÃO POLICIAL

Polícia Civil cumpre 12 mandados de prisão contra grupo suspeito de desviar R$ 100 milhões e ostentar vida de luxo em Goiás

Operação Último Drink também cumpre 20 mandados de busca e apreensão. Segundo Polícia Civil, entre os investigados há empresários e contadores suspeitos de sonegação e falsificações.

23/02/2021 13h20Atualizado há 1 semana
Por: Lohana Fernandes
Fonte: G1
Foto: Reprodução/Polícia Civil
Foto: Reprodução/Polícia Civil

A Polícia Civil de Goiás realiza, nesta terça-feira (23), a Operação Último Drink contra um grupo suspeito de desfalcar em mais de R$ 100 milhões o governo de Goiás falsificando notas para distribuidoras de bebidas. Foram cumpridos 12 mandados de prisão temporária e 20 de busca e apreensão, em Goiânia.

Os nomes dos presos e das empresas não foram divulgados.

As investigações apontaram que membros de uma associação criminosa levavam vida de luxo através de sonegação fiscal e falsificações, vendendo notas falsas até para empresas de outros estados - São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraná e Rio de Janeiro. Durante a Operação, policiais apreenderam R$ 40 mil em espécie e quatro armas, além de documentos e munições.

Os membros são suspeitos de usar laranjas para desviar o dinheiro público vendendo notas falsas a distribuidoras de bebidas. Comprovada a autoria dos crimes, eles devem responder associação criminosa, crimes contra a ordem tributária e falsificações ideológica e documental.

Segundo a Polícia Civil, esta é a maior operação já feita pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra Ordem Tributária (DOT), responsável pela investigação. Ela trabalha com apoio da Secretaria de Economia de Goiás.

Os 100 policiais envolvidos - em cerca de 40 viaturas - apreenderam, além de dinheiro, computadores, celulares, notas fiscais e documentos nos endereços visitados. Esses locais são escritórios de contabilidade, empresas e casas em três condomínios de luxo na capital.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes também fizeram três prisões em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, com apreensão de quatro armas e algumas munições.

Investigações

Segundo a Polícia Civil, a DOT começou a apurar a ação dos suspeitos a partir de uma denúncia anônima. Os investigadores descobriram que nove empresas sediadas em Goiânia, junto com contadores e escritórios de contabilidade, realizavam sonegações fiscais e falsificação de documentos e identidade.

De acordo com a corporação, o esquema funcionava assim:

Empresários criavam distribuidoras de bebidas em nome de laranjas que, na verdade, vendiam notas fiscais para outras empresas do ramo que, essas sim, vendiam bebidas, mas que foram furtadas ou roubadas. Ou seja, eles compravam as notas na tentativa de "esquentar" ou "legalizar" esses produtos. Muitas dessas notas eram enviadas para outros estados brasileiros.

Nas investigações apareceram pessoas que obtiveram "sucesso repentino", que são os "laranjas": pessoas com cargos simples, com um trabalho de faxina, por exemplo, que em pouco tempo passaram a movimentar muito dinheiro e a ter várias empresas em seu nome.

A corporação apurou ainda que essas empresas movimentavam bem mais dinheiro do que seria compatível com a sua estrutura. O recolhimento de impostos referente aos comércios também não batia com as movimentações comerciais realizadas por essas companhias.

A DOT também apurou que a associação criminosa parecia ter um único escritório que fazia as notas eletrônicas para oito das nove empresas suspeitas de participar do esquema.

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