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Política VAI UM BACALHAU?

Farra continua: Dinheiro público bancou bacalhau e uísque para militares

Além de picanha e cerveja, verba pública pagou bacalhau e uísque para militares

13/02/2021 16h42
Por: Andreia Souza
Foto Ilustrativa
Foto Ilustrativa

A atual gestão não cansa de se envolver com gastos exorbitantes num momento de pandemia, após o escândalo do leite condensado, e produtos para bombonieres, a farra do churrasco, o material esportivo agora é a vez do bacalhau.

A denúncia do último dia 10 de fevereiro, sobre a compra de mais de 700 toneladas de carne para churrasco e 80 mil cervejas bancadas com dinheiro público, outros documentos dos gastos realizados pelas Forças Armadas, também compraram mais de nove mil quilos de filé de bacalhau, 139 mil quilos de lombo do mesmo peixe, além de dez garrafas de uísques 12 anos para o Comando do Exército e de 660 de conhaque para o Comando da Marinha.

Compras que no mínimo é extravagante pois os itens, passam bem longe da realidade da maioria dos brasileiros, quando a norma é economizar, a farra do churrasco além do material esportivo, demostra a total falta de comprometimento com a população brasileira.  

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO), que reuniu os novos processos identificados no Painel de Preços do Ministério da Economia, afirmou que “o lombo é o corte mais nobre do bacalhau, usado para pratos requintados e caros em restaurantes sofisticados, algo muito distante do cardápio da maioria dos brasileiros. É revoltante saber que esses processos correram em plena crise, quando falta o básico para muitas famílias e os recursos deveriam ser aplicados no combate à pandemia”.

Ao analisar cada processo, o deputado constatou indícios de superfaturamento. Um dos pregões é para a aquisição 1.195 quilos de bacalhau salgado eviscerado, ou seja, a peça inteira, sem cabeça e pele, para o Comando da Marinha. O preço estipulado por quilo é de R$86,88. O valor de mercado do produto varia de R$ 31, 90 a R$ 35,90. O produto foi comprado com cerca de 140% mais caro.

Os valores causam estranheza porque na peça vem tudo, não só a parte nobre, não justifica o preço estipulado. Além de ser um luxo inadmissível para ser pago com recursos públicos, ainda há sobrepreço. Esse dinheiro deveria ser aplicado na Saúde e na Educação e não nessas regalias”, destaca o parlamentar. Outro exemplo é o processo para compra de 40 quilos de bacalhau desfiado para o Comando do Exército ao custo de R$127,93 o quilo. E o valor de mercado do quilo do bacalhau desfiado é de R$ 70. Valores supervalorizados são notórios.

Elias Vaz está discutindo com um grupo de mais nove parlamentares do PSB a apresentação de pedido para instalar na Câmara uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as compras do governo federal.

Além de Elias Vaz, assinam o documento Alessandro Molon (RJ), Lídice da Mata (BA), Aliel Machado (PR), Bira do Pindaré (MA), Camilo Capiberibe (AP), Denis Bezerra (CE), Gervásio Maia (PB), Marcelo Nilo (BA) e Vilson Luiz da Silva (MG).

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