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Larry King morreu, neste sábado (23), aos 87 anos.

O apresentador de TV dos Estados Unidos Larry King morreu, neste sábado (23), aos 87 anos. King comandava um tradicional programa de entrevistas na CNN americana há mais de duas décadas.

23/01/2021 13h27
Por: Joyce Carvalho
FOTO: Divulgação
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Filho de imigrantes – de mãe austríaca e pai bielorrusso –, King nasceu no Brooklyn em Nova York em 19 de novembro de 1933. Por muitos anos ele morou em Miami e Washington DC, até se fixar em Beverly Hills, na Costa Oeste dos EUA.  

Casado oito vezes, sua vida pessoal também despertava o interesse popular, e não era raro King estampar as capas de revistas de fofocas. Viciado em jogos de azar, ele quebrou duas vezes e já foi preso por fraude fiscal. 

"É com profundo pesar que a Ora Media anuncia a morte de nosso co-fundador, apresentador e amigo Larry King, que morreu nesta manhã aos 87 anos no Centro Médico Cedros Sinai de Los Angeles", diz um comunicado publicado em seu perfil oficial no Twitter. 

Com mais de 60 anos de carreira, King começou sua trajetória profissional como locutor esportivo em uma rádio local no estado da Flórida em 1957.  

"Larry sempre viu seus entrevistados como verdadeiras estrelas de seus programas, e ele mesmo como um canal imparcial entre o convidado e o público", disse sua produtora, Ora Media, em um comunicado.  

Dalai Lama, Elizabeth Taylor, Mikhail Gorbachev, Barack Obama, Bill Gates e Lady Gaga são alguns dos muitos que já se sentaram à famosa mesa do seu talk show. 

"Se ele estava entrevistando um presidente dos EUA, líder estrangeiro, celebridade, personagem cheia de escândalos, ou um homem comum, Larry gostava de fazer perguntas curtas, diretas e descomplicadas."  

Foram mais de 50 mil entrevistas transmitidas, segundo uma estimativa feita pela agência de notícias Associated Press.  

"As entrevistas de Larry em seus 25 anos de 'Larry King Live', 'Larry King Now' e 'Politicking with Larry King' são referência para os meios de comunicação de todo o mundo e fazem parte do registro histórico do final do século 20 e início do século 21", disse a Ora Media. 

Em 1995, ele foi o convidado para presidir uma conferência sobre a paz no Oriente Médio com a presença dos então líderes palestino e israelense Yasser Arafat e Yitzhak Rabin.  

Pouco convencional, King dizia nunca se preparar para fazer uma entrevista. Se o convidado fosse um autor, que iria divulgar uma nova publicação, apenas perguntava: "sobre o que fala o livro?". Ele, que evitava parecer intelectual demais, dizia ser apenas "um cara curioso que faz perguntas".  

Em um livro de memórias, King disse que "há muitos entrevistadores que recitam três minutos de fatos antes de fazer uma pergunta. Parece que querem dizer 'vejam como sou inteligente'. Eu acho que é o convidado quem tem que ser o especialista".

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