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COVID-19

‘Não vejo necessidade de lockdown, mas não descarto’, diz prefeito de Manaus

David Almeida também informou que Manaus já bateu o recorde de enterros de todo o mês de dezembro.

12/01/2021 14h08Atualizado há 4 dias
Por: Lua Aguiar
Fotos: Divulgação
Fotos: Divulgação

O prefeito de Manaus, David Almeida, afirmou que não vê necessidade de lockdown em Manaus, mas não descarta que seja adotado. A declaração foi ao apresentador José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes, na manhã desta terça-feira, 12. “Nesse momento não se faz necessário o lockdown, porém não descarto a possibilidade do mesmo, muito menos da quarentena caso se agrave a situação”, disse.

O decreto estadual que restringe o comércio no estado tem vigência até o próximo domingo, 17, e pode ser prorrogado. Segundo Almeida, essa decisão deve ser tomada até o sábado, 16. Almeida respondeu ao questionamento sobre a reabertura do comércio e os protestos que levaram o governado do Amazonas, Wilson Lima, a suspender a decisão e depois republicar por conta de decisão judicial.

O comércio no centro da cidade está 100% (fechado), só que nas áreas periféricas alguns comerciantes ainda insistem em abrir e isso dificulta muito. Com as medidas que estamos tomando esta semana, até o próximo sábado, esses dias serão fundamentais pra que possamos tomar outras medidas nos três níveis de governo, mesmo com abertura de novos leitos”, disse o prefeito.

Na entrevista, Almeida também informou que Manaus já bateu o recorde de enterros de todo o mês de dezembro. Nos primeiros nove dias do ano foram 1.524 morto, em dezembro foram 1.342. Somente nesta segunda-feira, 11, 150 pessoas foram sepultadas em cemitérios públicos e privados da cidade.

O Amazonas também passa por crise de oxigênio e os hospitais de Manaus estão com taxa de ocupação dos leitos de UTI é de 93%. Uma carga de oxigênio chegou em Manaus na noite desta segunda-feira, 11. “Estão chegando os cilindros de oxigênio, essa noite chegou 55 mil metros pra abastecer, que só dá pra dois dias. Por mais que a gente possa oferecer UTI, mas com a escassez desse produto a situação só se agrava”, disse o prefeito.

Almeida diz que está sendo montada uma força tarefa que inclui a presença de ministérios, governo, prefeitura e empresas privadas.

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